Tempo de Controlar

Francisco Sacramento chega com uma nova edição da coluna "Na ponta da agulha"

Tempo de Controlar

O ato de controlar diferentes desembolsos não pode ser relegado para “o depois”: faltam empregos, produtos, serviços, qualidade de atendimento, ensino, educação, formação técnica e acadêmica, ou seja, convive-se diariamente com o verbo “faltar”. Hoje, mais do que nunca, é necessário que pessoas e organizações pratiquem novas formas de gerenciar suas atividades para não assistir ao escoar de moedas pelos ralos da vida. Alguns exemplos comuns apontam para a importância dessa abordagem e a partir deles podemos aprimorar ações estratégicas capazes de conduzir a novas realidades e dimensões.

Em um supermercado Mario e sua esposa comparavam os valores presentes na tabela eletrônica do açougue: eles pretendiam gastar no máximo R$ 40,00 para suprir as necessidades do casal e de seus dois filhos. A carne moída, por exemplo, era oferecida por R$18,50 o quilo e, como consequência, poderiam adquirir dois quilos por R$37,00. Esperaram um pouco. O painel foi alterando suas ofertas e casal viu-se a calcular: o valor de seu orçamento seria suficiente para a aquisição de três quilos e trezentos de peito de frango, ou quatro quilos e quatrocentos de fígado, ou ainda seis quilos de coxa de frango! Efetivamente a carne moída não era a melhor opção!

Por outro lado, o José, velho conhecido de ambos, se aposentara e fora morar em uma chácara com o objetivo de “esticar” o valor de sua aposentadoria, a partir da geração de produtos melhores e livres dos agrotóxicos. Naquele momento estava preocupado pois, todos os meses gastava R$250,00 com o jardineiro que apelidara de Beto 250 pois, esse era seu preço padrão. Como a roçadeira era sua consultou o revendedor e riu de desespero ao constatar que a reposição da lâmina dessa máquina custaria R$20,00. Ficou então a imaginar quanto tinha perdido durante cada ano, pois ele possuía condições de realizar a tarefa ainda que de forma um pouco mais lenta. Do terraço, enquanto, observava sua morada permanecia a pensar no número de oportunidades capazes de reduzir suas despesas que ainda estavam esquecidas.

Na cidade vizinha Maria, sua prima, responsável pela enfermagem de uma maternidade resolveu, percorrer os oito andares da Instituição para verificar qual era o número de pacotes de absorventes “esquecidos” nos postos de enfermagem. Pediu o apoio de um auxiliar com um carrinho e começou a recolher as “sobras” das pacientes que recebiam “alta”. Ao final do “passeio” já havia requisitado o auxílio de outro auxiliar!

Ao refletir sobre as histórias dessa pequena crônica fico a me perguntar se um “raciocínio parecido” não poderia ser aplicado a hospitais, escolas, lojas, bancos e industrias, Igrejas, e às residências, entre outras organizações, pois indiscutivelmente muitos ainda praticam distintas formas de desperdício sem maior preocupação e vivem a reclamar que o dinheiro não “sobra”.

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Francisco Sacramento

Palestrante/professor especializado em atendimento ao cliente e gestão de recursos, Francisco Sacramento. Administrador de Empresas Graduado e Pós-graduado pela Fundação Getulio Vargas – SP, mestre em Administração pela UMESP – Universidade Metodista de São Paulo. Professor, palestrante, fotógrafo, orquidófilo. Membro da Academia de Letras Araçariguama (cadeira Guilherme de Almeida). É autor de artigos científicos ...

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