Empreender sem se arrepender.

Por vocação ou necessidade, ter um negócio exige preparo.

Empreender sem se arrepender.

Há algum tempo ouvi uma frase que dizia: “mais importante do que saber se um empreendimento é viável, é saber se o empreendedor que vai conduzí-lo é viável”. Não me lembro o autor, mas achei-a perfeita. Ao longo dos mais de 30 anos de minha empresa, eu e meu sócio passamos por poucas e boas.

Quando abrimos, tinha eu 20 anos (tive que ser “emancipada”) e ele, 23. Eram os tempos de inflação galopante; planos econômicos mirabolantes; orçamentos que só valiam por um dia, quiçá uma manhã; overnight; dólar na estratosfera. E, apesar de tudo, fomos em frente. Com sacrifícios, dificuldades, mas também muita persistência. Crescemos, diminuímos, lucramos, tivemos prejuízo, quebramos, recomeçamos, nos reerguemos. Acima de tudo, aprendemos.

Acho que o grande problema de quem empreende é achar que vai ser fácil. Não vai. Por melhor que seja sua ideia, por mais que você siga todas as recomendações dos manuais de empreendedorismo, convença-se: NÃO VAI SER FÁCIL! E, se você não tiver disposição – e  estômago – para isso, esqueça.

A febre do empreendedorismo que vivemos no Brasil é uma coisa boa, mas não pode haver ilusão – essa é uma briga para quem é teimoso, e realmente AMA estar nela. Quem vê nela o seu sonho e sua vocação.

O problema é quando a decisão de empreender é tomada por necessidade - o que tem sido muito comum em função do alto índice de desemprego em nosso país. Cansados de procurar um espaço no mercado de trabalho, muitos acabam enveredando por esse caminho empurrados pelas circunstâncias.

Mas isso não quer dizer que um negócio criado nessas condições não possa dar certo. Nesses casos, voltando à frase que mencionei no início, o caminho é tornar esses empreendedores "viáveis". É preciso disposição e muito empenho para essa transformação. A busca por conhecimento tem papel fundamental nisso: noções sobre como tocar uma empresa do ponto de vista administrativo, comercial, financeiro etc.; base técnica e familiaridade com o mercado são indispensáveis. Muitas entidades e associações de apoio ao empreendedorismo podem ajudar nisso. A questão emocional também precisa ser levada em consideração: é preciso criar uma rede de suporte dentro e fora do círculo familiar. Participar de grupos de empreendedores, trocar ideias e experiências, ampliar o networking também são ótimas estratégias.

A corrida pode ser difícil, com muitos obstáculos, mas com o preparo certo é possível vencê-la!

E vocês, leitores do Jornal da Economia / JE Online? Quais são suas histórias de empreendedorismo? Quais as maiores dificuldades que enfrentaram? Quais experiências têm para compartilhar conosco? Enviem para o e-mail coluna@divadoempresario.com.br - seus relatos, opiniões, dúvidas e sugestões de pauta poderão ser assunto das próximas colunas Divã do Empresário.

Abraços, e até a próxima semana!

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Jennifer Monteiro

Jennifer Monteiro Publicitária formada pela ECA-USP. Pós-graduada em Gestão Integrada da Comunicação Digital em Ambientes Corporativos (Digicorp), também pela ECA-USP. Especializações em Marketing Político e Eleitoral; Marketing Religioso; e Marketing e Produção Cultural. Sócia e Diretora de Planejamento da Presença Propaganda, agência atuante há mais de 30 anos.

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