O que esperar da Copa América?

A Seleção Brasileira, apesar de vir de duas boas atuações, nos amistosos contra Honduras e Catar, vive uma crise interna

O que esperar da Copa América?

Messi, Suárez, Neymar, James Rodríguez, Vidal. Sem dúvida nenhuma a América do Sul é um celeiro de grandes craques, sem contar os que já não jogam mais como Pelé, Maradona, Garrincha, Obdulio Varela, Cubillas, Di Stefano... a lista é extensa. Mas o que podemos esperar dessa Copa América que pela quinta vez, na história, será realizada no Brasil? Logo de cara, Brasil, Argentina e Uruguai despontam como francos favoritos ao título.

A Seleção Brasileira, apesar de vir de duas boas atuações, nos amistosos contra Honduras e Catar, vive uma crise interna. Perdeu, por lesão, seu maior jogador Neymar, mas que por questões extracampo não deveria nem ter sido convocado. Além disso, a paciência da torcida com o técnico Tite se esgotou. Com convocações duvidosas e péssimo desempenho nas entrevistas coletivas, o treinador está em uma corda bamba, se não for campeão, dificilmente continua no cargo. Mas apesar de tudo, o Brasil é favorito ao título.

A Argentina, maior campeã do torneio, é uma incógnita. Messi teve um desempenho absurdo nessa temporada, mas a eliminação para o Liverpool na Champions League e a derrota para o Valencia na final da Copa do Rei mancharam a grande temporada do melhor jogador do mundo. Além disso, pesa sobre ele, o fato de não ter nenhum título com a Argentina, além da Albiceleste viver um jejum de 26 anos sem ganhar nada. Resta saber se “La Pulga” conseguirá carregar a seleção para sua primeira conquista.

O Uruguai vive um momento muito interessante. O “Maestro” Óscar Tabárez, que está no comando técnico da seleção há mais de uma década, comanda uma transição entre remanescentes do Uruguai semifinalista de Copa em 2010 e novos talentos que surgem nos últimos anos. Nomes como Suárez, Cavani e Godin, craques que são emblemáticos nessa geração que venceu a Copa América de 2011 e encantou o mundo agora dividem espaço com jogadores como Bentancur, Torreira, Laxalt e Giménez. A Celeste chega nessa Copa América com uma mescla interessante de juventude, experiência e pode surpreender.

O atual campeão, Chile, chega sem grandes expectativas para a competição. Ficou fora da última Copa do Mundo e está com uma geração bem envelhecida com Vidal, Sánchez e Vargas. Vêm apresentando um futebol sofrível sob o comando de Reinaldo Rueda, ex-Flamengo, e dificilmente surpreenderá. A Colômbia vive situação parecida. James Rodríguez e Falcao Garcia não vivem seus melhores dias e a esperança de gols está em Duvan Zapata que fez uma temporada magistral, pela Atalanta, ficando à frente de Cristiano Ronaldo, na artilharia do Campeonato Italiano, mas que apesar disso não tem condições de carregar a Colômbia ao título.

Mas o que mais vai encantar a todos é a torcida. Ninguém é tão alegre e criativo na hora de torcer como o sul-americano. Veremos uma festa linda nas arquibancadas e espero que dentro de campo também. A nós, resta torcer.

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Leonardo Casemiro de Oliveira Faria

Leonardo é formado em Gestão pública pela Uninove e atualmente cursa Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul

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