O que os clientes estão pensando?

Confira o artigo da nova colunista do JE, Fabiana Soriano

O que os clientes estão pensando?

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Você se lembra da última vez que recebeu um lindo convite para uma festa e pensou: “Poxa, vai ser uma grande festa! Preciso me vestir a altura!”? A partir daí você imagina: música boa, comida boa, pessoas bonitas e bem vestidas!

Como podemos imaginar a estrutura de um evento e tantos detalhes que fazem parte dele, bem como o traje esperado, a partir apenas de um convite? Se o convite é grande ou pequeno, se é impresso em casa ou se tem fontes escritas em um belo relevo, se as cores são fortes ou suaves, se tem ou não um sofisticado envelope, se ele é simples ou requintado; o que importa é que, de qualquer forma, esse convite nos envia mensagens subliminares. E a partir dessas mensagens, nós tomaremos algumas decisões que, basicamente giram em torno de “quanto tempo e dinheiro estou disposto a investir para me apresentar a esse evento”.

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Esses caminhos que o nosso cérebro faz para nos dar dicas e nos ajudar na tomada das decisões são os mesmos caminhos que fazemos quando estamos diante da comunicação de uma empresa. A forma como ela se comunica tem um grande peso na decisão sobre “quanto vale” um produto ou um serviço, sobre quanto estamos dispostos a pagar e qual empresa tendemos a contratar para suprir uma necessidade.

Sendo assim, a qualidade de uma propaganda, se ela é profissional ou amadora, por exemplo, inconscientemente é associada à qualidade que a empresa oferece em seu trabalho.  A comunicação invasiva, que causa constrangimento, que polui as calçadas, os muros e as ruas, que incomoda, que causa mal estar, que entra em nossa casa ou escritório e grita aos nossos ouvidos enquanto estamos ao telefone em uma ligação importante, acabam associando a imagem de uma empresa a emoções negativas. Por outro lado, a comunicação bem feita, limpa, bem estruturada, que respeita a individualidade das pessoas, que respeita o meio ambiente, causa uma boa impressão e agrega valor às marcas, associamos essas boas atitudes a bons produtos e bons serviços. No fim das contas, é uma troca: o empresário investe antes em uma comunicação de qualidade (ta aí mais um indicador de que empreender é mesmo um ato de coragem!) e os seus clientes enxergam valor e investem mais nos produtos e serviços dessa empresa depois.

O mais importante disso tudo é o empreendedor perceber que o sucesso de uma empresa, ou como os seus clientes a vêem, está apoiado muito mais em suas decisões, sua coragem pra enfrentar os obstáculos, sua criatividade para mudar e dar a volta por cima, sua preparação para lidar com pessoas, sua forma de se comunicar, do que na sorte ou azar que ele pensa que tem.

Fabiana Soriano é Diretora Comercial da Formato Outdoor, VP da Central de Outdoor, Membro do BNI Maestria e Trainer da Dale Carnegie® nas áreas de Comunicação, Relações Humanas e Liderança e colunista do Jornal da Economia.

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