Com que roupa eu vou?

Cansada de pagar as prestações das lojas, de lutar contra o mofo e as traças, de lavar, passar e doar roupas sem uso

Com que roupa eu vou?

- Foto: Reprodução / Internet

Naquele dia ela via defeitos em seu corpo e a roupa certa é uma das maneiras mais rápidas de sentir-se bonita. Seu guarda-roupas estava cheio e ficou difícil manter tudo limpo e organizado, a impressão era ter acumulado roupas e sapatos em excesso. Ainda assim, ele não parecia oferecer o que ela precisava, nem o que queria naquele momento. Cansada de pagar as prestações das lojas, de lutar contra o mofo e as traças, de lavar, passar e doar roupas sem uso (sapatos não conseguia nem doar), de ter aquele trabalho todo cada vez que se mudava e cansada de olhar para as mesmas peças, ela decide reduzir o orçamento do vestuário. Percebeu que no ano passado comprou tantas coisas do mesmo estilo – que estava na moda na época – que já enjoou de todas.

Depois de experimentar várias combinações, saiu, não muito satisfeita, com uma das poucas roupas que usa regularmente. Uma vantagem de se ter um vasto guarda-roupas é variar, mas na prática ela acaba repetindo, algumas peças ficam meses sem uso, enquanto outras favoritas não param no cabide. Mais tarde leu um artigo que sugeria uma vida simples e minimalista, começou a considerar a ideia de adotar o princípio de deixar somente uma espécie de “enxoval” básico com menos peças e usar aquelas roupas e sapatos até acabar. Por exemplo: manter duas peças de cada tipo (não vale classificar cada cor como um tipo), comprar uma peça de cada tipo por ano, delimitar o espaço que o vestuário deve ocupar e ficar nele, escolher a maioria das peças lisas e clássicas.

Animou-se a fazer as mudanças e surpreendeu-se com o quanto isso simplificou a vida dela. O tempo, este ativo cada vez mais precioso, sobrava por não ter que ficar pensando “com que roupa eu vou”. O stress de escolher quando se tem excesso de opções e parece que sempre tomamos a decisão errada, diminuiu. Surgiu mais uma motivação para manter um peso regular e um corpo saudável, a de não precisar ter estoque de peças para o “outro corpo”. O espaço antes ocupado com as peças inúteis, agora está livre. O dinheiro antes gasto para renovar constantemente o guarda-roupas, pode ser redirecionado para fins mais nobres. Percebeu o quanto é mais simples lidar com o que está em uso e não fica mofado, empoeirado e não sai de moda antes que ela consiga realmente aproveitar. Adotou novos hábitos de consumo para combinar com a filosofia de vida que a deixou mais leve.

Peças a evitar:

que você não compraria se não fosse tendência e logo sairão de moda;

desconfortáveis;

difíceis de passar (por que isso ainda existe?);

que desbotam / esticam / criam bolinhas rapidamente;

que precisam ser lavadas à seco ou à mão com extremo cuidado;

chiques / esportivas / ousadas / sérias demais para você;

que você já tenha uma ou mais peças parecidas;

que sejam caras demais para o seu momento;

que desvalorizem o seu corpo atual;

que a sua amiga/mãe/namorado escolheram para você.

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Andréa Voûte

Desde 2002 Andréa Voûte ajuda pessoas a lidarem melhor com o seu dinheiro individualmente, em família ou nas micro e pequenas empresas. Foi bancária e hoje é Consultora financeira e palestrante na Voute Contar. Autora do livro Finanças pessoais uma gestão eficaz, criou vários cursos, controles e métodos de consultoria e planejamento. contato@voutecontar.net.br

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