Plantas que curam (parte 1)

Plantas que curam (parte 1)

- Foto: Divulgação

Atendendo a pedidos, vamos relembrar as edições do ano passado sobre as plantas que curam, serão 3 partes, aproveitem:

Hoje em dia, torna-se cada vez mais crescente a preocupação das pessoas em levar uma vida mais saudável. Procuramos ter contato com a Natureza, praticando esportes ao ar livre, e seguindo uma alimentação mais natural. Dentro desta conscientização, ressurge o interesse pelo uso de plantas e ervas com fins terapêuticos.

Há muitos anos toda a história da medicina encontrava-se intima e exclusivamente ligada às plantas medicinais. Atualmente o livre acesso às farmácias e às altas tecnologias dos mais modernos medicamentos, nos faz, muitas vezes, esquecer o poder de cura das plantas da vovó. Lembra daquele chazinho, do emplastro feito com ervas amassarocadas, dos banhos  que a vovó ou aquela tia mais velhinha costumavam receitar? Pois é, vou iniciar uma série de publicações sobre plantas que são amplamente encontradas e diversas receitas simples e fáceis que poderão substituir alguns remédios de farmácia e ainda trazer aquele prazer de se sentir no tempo da vovó.

            Deve ficar claro, no entanto, que a medicina alopática, química, não pode ser descartada ou negada, mesmo porque em casos mais extremos e urgentes, a medicina natural leva desvantagem, pois possui menor desenvolvimento em termos experimentais. Portanto, sempre que houver dúvidas ou em casos mais agudos, procure um médico de sua confiança, antes mesmo de lançar mão da medicina natural.

É muitas vezes dos pequenos males que surgem problemas mais graves,  através da ingestão de quantidades de medicamentos que acabam causando vários efeitos colaterais. Nesse ponto é que as plantas medicinais entram com grandes vantagens. Portanto, há muito de interessante a ser conhecido, e o que é importante, muito mais à mão do que se imagina. Saiba que mesmo num apartamento, num espaço reduzido, pode-se cultivar diversos tipos de plantas terapêuticas, apresentando condições favoráveis ao crescimento das mesmas. Num canto de quintal, num pedaço de jardim, aproveitando aspectos estéticos e ornamentais, inclusive, você pode ter inúmeras plantas para fins terapêuticos. Muito mais fácil, agradável e saudável do que ir correndo à farmácia a qualquer mal estar. E além de tudo, muito mais barato!

            Nestas publicações pretendo fornecer uma dose suficiente de informações teóricas, um pouco de botânica, de agricultura, e muitas indicações praticas para você mesmo plantar, colher, utilizar e cuidar de suas plantas medicinais – e,  consequentemente, de sua saúde!   

Alho

Nome científico: Allium sativum Nome popular: Alho manso, alho comum

Descrição: O alho é uma erva culinária e medicinal conhecida em todo o mundo. Com altura de até 70cm, possui folhas estreitas e iguais. Suas flores miúdas, brancas e pouco cheirosas, nas parte terminal do caule, formando, reunidas, uma espécie de pequeno chapéu de sol. O bulbo é um corpo oval, formado por alguns gomos ou dentes, cada um dos quais constituído por uma massa consistente e aquosa, de cheiro e sabor muito fortes. Embora se suponha que o alho proceda dos desertos da Ásia Central, sua origem perdeu-se no tempo e no espaço, pois vem sendo cultivado, nos países mediterrâneos, no Egito, na China e na índia desde a mais remota Antiguidade. Sempre foi empregado como condimento e como remédio para diversas moléstias. Era alimento habitual dos trabalhadores egípcios que construíram as pirâmides, bem como, mais tarde, dos trabalhadores e soldados romanos. As classes altas, no entanto, abstinham-se de utilizá-lo devido ao seu forte odor. Citado por Hipócrates e Dioscórides pela sua importância medicinal, é também mencionado nas obras de Shakespeare. 

Cultivo: Planta-se através dos dentes no começo de Março. Gosta de solo leve e com húmus. A colheita ocorre em média após seis meses. O espaçamento deve ser de 30 x 50cm.

Propriedades medicinais: Indicado no tratamento das mais variadas doenças, o alho representa, de fato, um medicamento notável. Produz excelentes resultados se aplicado no combate a gripes, resfriados, rouquidão, tosses, afecções catarrais, bronquite crônica, tuberculose, gangrena pulmonar e hemoptise. Revela-se também eficaz quando empregado como laxativo e como estomáquico. È considerado vermífugo dos mais eficientes e inofensivos. Dizem, ainda, que faz baixar a pressão arterial e, usando com regularidade e durante certo tempo, auxilia no tratamento de varizes e hidropisias.

Indicações de uso:

·         Calos – unguento: misturar a polpa de alho esmagada em óleo de oliva e passar o unguento sobre o calo, cobrindo-o com um, pedaço de linho. Esse remédio é muito eficaz para extirpar definitivamente os calos. Se necessário, repetir a operação.

·         Insônia – Infusão: esmagar um dente de alho em uma xícara de leite quente. Deixar em infusão por dez minutos e beber.

·         Reumatismo – cataplasma: espremer bem alguns dentes de alho e estender a polpa sobre um pano de lã quente, aplicando o cataplasma sobre a região atingida pelas dores reumáticas.

Tintura: retirar a casaca e triturar finalmente 25gr de alho seco, misturando essa papinha com 60gr de álcool finíssimo de fruta. Colocar a mistura em um vidro munido de conta-gotas. A tintura deve ser, então, assim administrada: 15 gotas diluídas em um pouco de água pela manhã, em jejum, aumentando duas gotas por dia até chegar a 25. Terminado o vidro, interromper o tratamento, recomeçando-o, com as mesmas doses, uma semana depois.

·         Vermes intestinais – decocção: ferver por um minuto, em leite quente açucarado, alguns dentes de alho, previamente esmagados. Tomar duas ou três colheres por dia. Colister: colocar em infusão 15gr de alho em uma quantidade suficiente de água quente. Utilizar quando o líquido estiver pronto.

·         Empregos caseiros – vinagre antiséptico: deixar em maceração, 1250ml de vinagre de vinho branco, 20gr de sumidades floridas de algumas destas plantas (escolha o aroma preferido): losna, alecrim, sálvia, hortelã, arruda ou flores de alfazema; 30gr de cada um destes aromáticos: casca de canela, ácoro, noz-moscada, cravo e alho; 5gr de cânfora. Depois de dez dias filtrar o líquido conservando-o em um vidro com tampa esmerilhada. É ótimo para limpar feridas e desinfetar as mãos. 

 

Quer mais dicas sobre plantas que curam? Outras sugestões? Escreva para [email protected]

 

 

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Maria José Barros (Mazé)

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