Imposto de Renda: cuidado com informação sobre aplicações financeiras

Imposto de Renda: cuidado com informação sobre aplicações financeiras

- Foto: Reprodução/Internet

Quando vamos fazer a declaração de imposto de renda, é muito importante separarmos todos os informes de rendimentos sem exceções. É comum verificarmos omissões por parte das pessoas por não compreenderem a importância das informações corretas e acharem que estas não precisam ser declaradas. Uma delas é o saldo de aplicações financeiras de poupança ou renda fixa, em muitos casos as pessoas não declaram por acharem o saldo irrisório e irrelevante para o fisco, contudo, a legislação do imposto de renda é bastante clara, estipulando um limite de até R$ 140 para dispensa desta informação. A exceção se faz para aplicações em ações que não precisam ser declaradas se seu saldo for inferior a R$ 1.000.

A declaração de investimentos deve ser feita e não impacta em nada na apuração de imposto do ano, isso porque no caso, por exemplo, de aplicações de renda fixa a tributação já foi feita e o imposto de renda foi descontado dos rendimentos. Portanto, quando declararmos esses rendimentos eles não comporão mais a base de cálculo do imposto atual.

A falta da declaração destes rendimentos pode trazer muitas dores de cabeça no futuro. A principal delas é justificar a compra de algum bem. Vamos imaginar uma pessoa que poupa a vida toda e não declara esta poupança, quando for utilizar este dinheiro para comprar um veículo ou uma casa, como declarará esse bem sendo que nunca informou ao fisco sobre a poupança?.

A declaração dos rendimentos de aplicações é simples de ser feita e as informações vem prontas no informe fornecido pelo banco ou corretora, basta copiar os dados para os campos certos na declaração. Se for poupança, letras de crédito agrícola (LCA), letras de crédito imobiliária (LCI) e certificados de recebíveis imobiliários (CRI), o rendimento deve ir para ficha de rendimentos isentos, se for renda fixa, como CDBs, RDBs, etc, vai para a ficha de rendimentos sujeitos à tributação exclusiva na fonte. Os saldos em ambos os casos vão para a ficha de bens e direitos. Na dúvida, contate um profissional da contabilidade para fazer sua declaração.

Outra omissão comum de informação é sobre o saldo das aplicações em previdência complementar, no modelo VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre-, este deve ser informado todo ano. É muito comum as pessoas fazerem um fundo VGBL com recursos de outras aplicações como poupança e acabarem esquecendo de informa-lo, nesse caso há o desaparecimento de recursos patrimoniais.

Já os PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre – devem ser declarados apenas na ficha de pagamentos, somando-se a contribuição efetuada mês a mês.

 

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Ricardo Rios

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