Cercas vivas

Cercas vivas

- Foto: Reprodução/Internet

Antes de falarmos das espécies ou de como plantar uma cerca viva, vamos abordar quais os tipos de cercas vivas.

Muitos projetos paisagísticos ou arquitetônicos utilizam-se de cercas vivas para delimitar espaços ou caminhos, criar privacidade ou isolar áreas, proteger de som e vento ou ainda esconder uma grade, muro ou detalhe arquitetônico indesejado.

As opções são muitas, de diversas alturas, em diversos tons de verde e texturas, com ou sem floração (que podem trazer ainda seu perfume como bônus) e com ou sem espinhos (que podem ser usados para dar mais segurança ou barrar animais). Na hora de escolher, porém, é preciso tomar alguns cuidados para tirar o melhor proveito da cerca viva e não se decepcionar com o resultado final.

Em primeiro lugar, é importante levar em conta que plantas, diferentemente dos tijolos usados em muros de alvenaria, são seres vivos com características e necessidades próprias. Por isso, as espécies escolhidas devem se adequar ao espaço e à altura da cerca que se pretende erguer, para que o arbusto não seja "torturado" com podas excessivas, no caso de ser grande demais para o espaço, ou para evitar que o efeito final deixe a desejar por conta de plantas muito baixas.

É válido observar também se há lajes e encanamentos nas proximidades da cerca viva. Algumas plantas têm raízes muito fortes e profundas que podem destruir canos e até concreto. Além disso, plantas que derrubam muitas folhas podem provocar o entupimento de calhas e ralos próximos. Informe-se sempre sobre o tipo de manutenção que cada planta demanda.

Assim como para os jardins em geral, as melhores épocas para se plantar uma cerca viva são a primavera e o verão, ou seja, períodos de mais umidade e chuva. O tempo que a cerca leva para crescer e "fechar" depende da espécie escolhida, do tamanho da muda transplantada e da preparação do terreno, podendo chegar a mais de seis meses.

Plantas de grande porte, como eucalipto, grevílea, pinus, flamboyant­de­jardim, ligustro­brilhante, além de delimitarem áreas, são bons quebra­ventos. Mas é necessário avaliar se o tamanho e tipo do terreno comportam tais árvores.Já as de médio porte ­ sansão­do­campo, podocarpos, maricá, jambolão, ficus, yuca, hibisco, murta e cedrinho ­ protegem, podem ter papel de quebra­vento e ainda efeito decorativo. A recomendação é conhecer as características de cada planta.

O fícus, por exemplo, tem raízes agressivas e aéreo e nunca deve ser plantado em locais nos quais as raízes possam prejudicar pisos, paredes e outras estruturas.

O sansão­do­campo é outra planta que exige cautela. De grande porte e crescimento rápido, a planta atinge 2 metros em um ano, deve ser plantada sozinha e precisa ser constantemente podada.

Além disso, o fato de ter espinhos não a torna indicada para cercar uma área onde haja animais. A cerca viva também pode ser composta por duas espécies. Pode ser yuca com grevílea ­ a yuca fecha a área e a grevílea atua como quebra­vento; sansão­do­campo com primavera ­ o sansão isola a área e a primavera, colorida, tem efeito estético ­, entre outras combinações,mas toda cerca precisa de manutenção.

Muito cuidado também pois uma combinação inadequada afeta a estética da cerca. Se as espécies tiverem crescimento desigual e em direções diferentes, para cima ou para os lados, por exemplo, a cerca viva ficará sem estética, com aspecto de malfeita. O que pode ser feito éplantar uma fileira com uma espécie e, paralelamente, outra espécie de interesse. O hibisco, por exemplo, tem manutenção fácil e dá belas flores, o que pode ajudar a harmonizar o visual da cerca.

As gardênias, ixoras, azaléias, clusias, viburnum, moréias e fórmios, são algumas opções de pequeno porte como cerca viva.

Saiba que uma sebe pode demorar de 3 a 5 anos para chegar a altura máxima, o formato, a largura e ter a densidade e a resistência para se tornar uma cerca viva. Outro fator de extrema importância é que cada planta chegue na sua forma perfeita, porque basta que uma delas tenha uma falha para que a cerca não fique bem feita. Por isso, é muito importante cuidar bem de cada uma das plantas escolhidas para fazer a cerca viva.

Considere também o espaçamento ideal entre cada uma das mudas que foram escolhidas, isso fará toda a diferença no resultado final da sua cerca viva. É muito comum que as pessoas errem na hora de colocá-las. Colocar uma muda colada na outra pode prejudicar o crescimento porque ramos e raízes acabarão se sobrepondo uns sobre os outros e elas entrarão em “disputa” para ter nutrientes, água e luz.

 

 

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Maria José Barros (Mazé)

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