Desistir antes de tentar ou tentar para ver no que dá?

Desistir antes de tentar ou tentar para ver no que dá?

- Foto: Divulgação

Como sabem sou Triatleta por amor, o triathlon se tornou na minha vida meu momento de diversão, não só o meu como do meu marido também! Decidimos entrar nesse esporte de superação para nos tirar de uma vida sedentária, uma vida de engorda, pois nossos programas estavam 100% ligados com comida, parece loucura mas só estávamos felizes quando nossos programas acabavam em um restaurante, em uma padaria ou coisa parecida, não que o Triathlon tenha nos tirado esse prazer, pelo contrário quem nunca após muito treino não fica com aquela fome de leão? Mas a mentalidade já se torna outra, buscamos utilizar alimentos que nos façam bem e essa consciência nos deu uma melhor saúde.

E quando você está bem treinado e se machuca na semana da prova? É o fim... foi o que pensei, não acreditava que prestes a fazer uma prova que amo, em um lugar super desafiador, com amigos que se programou só para ir assistir e torcer, eu com apoio de 100% nos custos da prova, bate aquela sensação de derrota.

Bom por onde começar nessa situação, primeiro ponto procurar um profissional que possa avaliar a gravidade da lesão, segundo parei de imediato os treinos de impacto para não agravar a situação, tendo consciência do que talvez poderia ser, iniciam os cuidados, gelo a de hora em hora, pomada e fé. Muito natural em final de temporada o corpo pedir descanso, como a cabeça não dá esse sinal, é através de algumas dores que o corpo nos avisa que está na hora de descansar.

Próxima de uma prova é inacreditável se machucar! Ai bate aquela dúvida desistir sem ao menos tentar ou tentar e caso for necessário desistir. Claro que não podemos ser negligentes a ponto de querer ir fazer uma prova principalmente de Triathlon onde se englobam 03 modalidades no qual duas possuem um impacto considerável. Tudo vai da gravidade do problema, mas tenho algo dentro de mim que tentar sempre é melhor caminho, sabe aquele ditado que diz “Melhor se arrepender do que você fez, do que se arrepender daquilo que não fez”. E foi meio por ai que decidi fazer a prova, confesso que aquela tensão me rondava e assim foi por dias, acordar e por o pé no chão e sentir um incomodo já vem logo na cabeça e como vou fazer a prova? A resposta vem logo com um incentivo do Fisio – “Jú vai lá faz, não vai doer na hora, seu corpo vai estar quente e na hora vai sair”, logo pensei se um profissional que entende do assunto está tão confiante porque eu não poderia me animar.

E lá fui eu, um dia fresco, sem sol, sem chuva apesar do asfalto molhado pela chuva que insistiu a noite toda antes da prova, um pouco dor mas não me apeguei a esse detalhe, fiz minha estratégia em nadar forte para abrir já na natação, pedalar o melhor que poderia pois a corrida iria ser mais tranquila. Por fim a estratégia deu certo, sai correr com um pouco de dor mas após uns 600m já conseguia ditar um ritmo menos dolorido até a linha de chegada.

Confesso que bateu aquela emoção, não por terminara prova mas sim por ter vencido algo que parecia ser maior que eu o “medo” a “insegurança”.

Eu quis escrever sobre esse sentimento, pois sei que acontece com muitas pessoas, e as vezes tentar ainda é o melhor caminho, se eu precisasse desistir por esse motivo seria menos pior que se eu nem tivesse tentado.

 

Boa superação!

 

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Juliana de Souza Bueno (Jú)

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