Procrastinar: o que se deve ser feito é...

Procrastinar: o que se deve ser feito é...

- Foto: Reprodução / Internet

Procrastinar o que deve ser feito é protelar uma ação necessária. E protelando-a, permitimos que a mesma chegue em um ponto de difícil retomada.

Atualmente somos vítimas da procrastinação, testemunhando a inércia de quem deve agir pelo bem do Brasil e de duzentos e quatro milhões de brasileiros e não o faz. O impedimento da continuidade da presidente no poder e a cassação de seu partido pela institucionalização da corrupção atestada em nosso país, são imprescindíveis para a Nação. Mas posso compreender a sua razão - a maioria dos que têm esse poder estão comprometidos com os malfeitos que assolam o país, ou seja, envolvidos em corrupção. E obviamente, como "iguais" aos que estão em foco, não podem cantar de galo. Enquanto isso, a cada dia que passa, diante da ingovernabilidade de nossa presidente, pela incompetência, falta de lógica, corrupção que ela e os seus instalaram em nosso país e perda de apoio político, nós brasileiros perdemos de supetão tudo o que conquistamos com suor, sangue e lágrimas. Conquistas essas que nós colhíamos como consequências naturais, falo com orgulho, pela determinação, competência e muito trabalho, mesmo com todos os percalços que o Poder Público nos impõe.

Além de todas as perdas por eles provocadas, imputam-nos o ônus de suas lambanças. Fim da picada!

Sem saída, a presidente se viu encalacrada. Convocou, então, para Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, bem visto na área econômica, para limpar a sujeira que o PT, com Lula e Dilma no poder, nos deixou. Embora com perfil oposto à furada filosofia econômica do partido, o ministro perdeu o tom - disparou em vez de dar um passo de cada vez. Assim o remédio que deveria curar o doente - a economia brasileira - prejudicou-o ainda mais, pelas seqüelas geradas. Ao exigir do cidadão trabalhador e dos empresários além do suportável, não levou em conta o provável esgotamento da fonte - perda do poder aquisitivo dos trabalhadores e inviabilidade empresarial. Assim, a única carta - Joaquim Levy - apostada por Dilma para sairmos do caos que nos infligiu, furou. As ações incoerentes de seus ministros, afastando-nos do correto caminho a ser tomado, exauriram a singular oportunidade de preservá-la no poder embora houvesse outros fortes motivos para afastá-la. Resta-nos apenas, diante dessa realidade, uma opção: queda da presidente e companheiros para retomada da esperança pela população brasileira possibilitando a reorganização do Estado. Ainda que o que vier não seja o ideal, é a porta que encontramos no momento. Protelando o inevitável só aumentamos os "nós" quando a hora é de desatá-los.

E desatá-los, pressupõe que o próximo governante enxugue o Estado hipertrofiado. Precisamos de tantos incompetentes ministérios? Precisamos de tantos vereadores, deputados e senadores? Eles precisam de tantos assessores? E regalias?

Qualquer um que não entenda nada de economia bem sabe que se deve gastar menos do que se ganha. E sabe também priorizar os seus gastos. Só os nossos governantes não aprenderam a simples lição - gastando mais do que arrecadam e não sabendo gastar. E pior, sendo covardes ao desejarem nos repassar as consequências de suas atitudes.

Chega de procrastinação. A hora é agora.

Foto

Regina Helene de Oliveira O'Reilly

ver mais
Publicidade:

mais de Regina Helene de Oliveira O'Reilly

Comentários:

1