13/03/2017 às 14h49min - Atualizada em 13/03/2017 às 14h49min

Despertou com o Despertador

Esta é uma estória verídica que ocorreu bem no início da década de 60

Esta é uma estória verídica que ocorreu bem no início da década de 60 com um casal que era muito conhecido da minha família.

Após o namoro e o noivado de cerca de três anos, tempo necessário para a mulher fazer o enxoval, que antigamente era bordado pela família da esposa, finalmente chegou o sonhado dia do casamento.

A lua de mel foi na tradicional cidade mineira de Poços de Caldas.  Após uma semana, o casal retornou para São Paulo e começaram a vida juntos, como marido e mulher em uma casa alugada no bairro do Belenzinho na zona leste de São Paulo.

No primeiro dia após o trabalho o rapaz chega em casa e encontra a esposa fazendo o jantar. No segundo dia, a mesma cena, o rapaz chega em casa e encontra a esposa fazendo o jantar, no entanto, desta vez o rapaz chegou em casa completamente bêbado e como o jantar ainda não estava pronto, ele agrediu a esposa violentamente.

Antigamente existiam pesados despertadores feitos de metal. Assim que a mulher se levantou do chão, ela pegou o despertador, e sem tempo para pensar e refletir jogou o despertador na direção do marido.

Apesar de bêbado, ele parou na hora, chocado com a atitude da esposa. Ele havia passado a vida vendo seu pai bater em sua mãe e nunca passou por sua cabeça que uma mulher pudesse revidar.

O despertador fez-lhe despertar para o fato de que nem todas as mulheres são iguais e nem todas nasceram para apanhar do marido.

O Sr. José passou a admirar a esposa não somente como mulher mas principalmente como ser humano. Ele admirou sua postura de defesa e dignidade; que no fundo ele sempre esperou que sua mãe tivesse em relação a seu pai, mas que ela nunca teve.

Ele nunca mais ficou bêbado. Na verdade ele nunca mais bebeu nada, nem mesmo em dias de festa.

O Sr. José e a Sra. Alice tiveram somente um filho, e literalmente viveram felizes para sempre. Lembro deles com muitas saudades e uso aqui seus nomes verdadeiros pois infelizmente todos já são falecidos, inclusive seu filho, que nunca casou e não deixou descendentes.

Ficam aqui duas lições: Todos os homens devem respeitar suas esposas e jamais espanca-las. E principalmente, todas as mulheres devem se auto respeitarem e exigir de seus esposos o devido respeito. As mulheres precisam se descobrir como seres humanos, e não como saco de pancadas. 

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